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Neurinoma do Acústico

O que é o neurinoma do acústico?

O neurinoma do acústico ou schwanoma vestibular é um tumor com crescimento fibroso não maligno com origem no nervo do labirinto e da audição. Esse tumor não se espalha (metastatiza) para outras partes do corpo. Esse tumor consiste em 6 a 10% de todos os tumores cerebrais.

Quais são os sintomas do Neurinoma do Acústico?

O neurinoma do acústico se localiza em regiões profundas do crânio e próximo de estruturas vitais e nobres do cérebro. Os primeiros sinais e sintomas estão relacionados a problemas auditivos e de equilíbrio. Na medida que o neurinoma cresce isso pode comprometer outros nervos ainda mais vitais e iniciar com outros sintomas. A dor de cabeça pode iniciar como resultado de aumento da pressão intracraniana. Se houver um crescimento significativo do tumor por longos períodos, esse aumento de pressão cerebral pode ser fatal.

Como pode ser diagnosticado o Neurinoma do Acústico?

Após a realização de testes audiológicos de rotina demonstrando perda auditiva e comprometimento da discriminação sonora, pode realizado um potencial evocado auditivo de tronco cerebral (BERA ou PEATE). Esse teste fornece informação sobre a passagem do som ao longo do trajeto entre o ouvido e o cérebro. Os resultados podem indicar que o nervo acústico não está funcionando de forma apropriada. Se existir uma anormalidade no teste do BERA, geralmente é solicitado um exame detalhado de imagem como tomografia computadorizada de alta resolução ou ressonância magnética nuclear.
A tomografia computadorizada realiza raios=x de diferentes ângulos e usa um computador como ferramenta em uma série de fatias para fornecer um detalhamento das estruturas do corpo. A tomografia não gera dor, mas algumas vezes o paciente pode sentir desconforto em função do ambiente fechado. A tomografia pode ser efetiva para localizar neurinomas do acústico, porém tumores pequenos ainda confinados ao meato acústico interno podem não aparecer nas tomografia convencionais. Para auxiliar na realização do exame, pode ser necessário a injeção de contraste antes da realização da tomografia para auxiliar na clareza das imagens.
A ressonância magnética nuclear é uma técnica radiológica que utiliza o magnetismo e avançada tecnologia de computadores para produzir imagens das estruturas corporais. A resolução produzida pela ressonância produz imagens muito detalhadas capaz detectar pequenas alterações nas estruturas corporais. No caso de suspeita de neurinoma do acústico, o agente de contraste gadolíneo é utilizado para melhorar a acurácia das imagens e destacar o tumor. A ressonância é indolor e tem a vantagem de não gerar radiação como a tomografia.

Como o Neurinoma do Acústico cresce?

Na maioria dos casos o neurinoma do acústico cresce lentamente ao longo dos anos. Na minoria das vezes, essa taxa de crescimento é mais acelerada. De um modo geral, os sintomas são leves, porém alguns pacientes podem apresentar sintomas múltiplos e graves conforme a velocidade de crescimento do neurinoma do acústico.

Como podemos classificar o Neurinoma do Acústico?

Nós podemos classificar em pequeno, médio e grande. O neurinoma do acústico pequeno geralmente está confinado a um canal ósseo que se estende da orelha interna até o cérebro. Através desse canal passa os nervos da audição, equilíbrio e nervo facial assim como os vasos sanguíneos que irrigam a orelha interna. O tumor médio se estende do canal ósseo até a cavidade do cérebro, mas ainda não está fazendo pressão no cérebro. O neurinoma do acústico grande se estende para fora do canal ósseo até a cavidade do cérebro e é suficientemente grande para produzir compressão do cérebro.

Quais são as formas de Neurinoma do Acústico?

Os neurinomas do acústico se apresentar de 2 formas, sendo esporádico ou associado a neurofibromatose do tipo 2 (NF2). Aproximadamente 95% dos neurinomas são esporádicos e unilaterais, afetando somente 1 ouvido. Pacientes como formas esporádicas de neurinoma geralmente iniciam os sintomas na meia-idade e o diagnóstico é realizada em média ao redor de 50 anos de idade. Por outro lado, esses tumores associados a neurofibromatose tipo 2 são geralmente unilaterais e correspondem a aproximadamente 5% dos casos de neurinoma. A NF2 é uma condição genética rara que afeta 1 a cada 100.000 indivíduos nos EUA. Esses pacientes desenvolvem tumores benignos em ambos os nervos auditivos. Pacientes com NF2 iniciam os sintomas na juventude e se apresentam sintomáticos ao redor dos 30 anos de idade.

Quais são os tipos de procedimentos para remover o Neurinoma do Acústico?

O procedimento translabiríntico envolve um incisão atrás da orelha. A mastóide e a orelha interna são removidos para expor o tumor. Geralmente o neurinoma do acústico é completamente removido. Raramente, somente a remoção parcial é realizada. A abertura na mastóide é geralmente fechada com gordura removida do abdome. Esse procedimento translabiríntico compromete a audição e o mecanismo de equilíbrio da orelha interna. A perda auditiva é permanente. Embora o mecanismo de equilíbrio tenha sido removido nesse ouvido operado, o mecanismo de equilíbrio no outro ouvido compensa e promove estabilidade ao paciente entre 1-4 meses de pós-operatório.
O procedimento por fossa média envolve uma incisão em cima da orelha. O cérebro é elevado para expor o neurinoma do acústico. O tumor é totalmente removido na maioria dos casos. Essa técnica cirúrgica possibilita um esforço para preservar a audição nesse ouvido com a concomitante ressecção completa do neurinoma do acústico. Em aproximadamente 40% dos casos, o tumor envolve o nervo da audição e a artéria que irriga a orelha interna e a resseção do neurinoma do acústico compromete a audição no ouvido operado.
O procedimento retrossigmoídeo envolve uma incisão atrás da orelha e o cérebro é comprimido para expor o neurinoma do acústico. Todo esforço é realizado para preservar a audição e ainda remover o tumor. Em alguns casos é necessário remover o nervo da audição para conseguir a ressecção do neurinoma. Em aproximadamente 50% dos casos, o neurinoma do acústico envolve e nervo da audição e a artéria que irriga a orelha interna e a ressecção do tumor compromete a audição nesse ouvido operado. Alguns pacientes referem dor de cabeça persistente após esse procedimento.

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